Autoconhecimento, autoestima e autocuidado no cancro da mama

Ainda sou eu

Tudo começa contigo. Antes de tentares mudar o mundo à tua volta, é essencial aprenderes a cuidar do teu mundo interior – com consciência, gentileza e direção. O autocuidado parece simples, mas é um dos maiores desafios da vida moderna: parar, olhar para dentro e assumir a responsabilidade pelo que sentimos, pensamos e escolhemos.

Durante anos, ignorei esta parte. Aos 46 anos, recebi um diagnóstico que mudou tudo: cancro da mama. Foi um choque, mas também um ponto de viragem. Nesse momento, percebi que precisava de reconstruir a relação comigo mesma – não apenas para enfrentar a doença, mas para recuperar a minha identidade. Porque, mesmo no meio da tempestade, ainda sou eu.

Foi aqui que o coaching neurolinguístico entrou na minha vida. No artigo “Do cuidar ao crescer: porquê escolher o coaching neurolinguístico”, partilhei como esta abordagem surgiu numa fase crítica e se tornou uma ferramenta essencial para lidar com o cancro e para crescer além dele. Hoje, quero aprofundar essa reflexão e mostrar-te porque acredito que o verdadeiro progresso começa por dentro – e como o autoconhecimento, a autoestima e o autocuidado podem ser aliados poderosos neste caminho.

Porquê começar por dentro?

As mudanças externas só se tornam sólidas quando têm raízes internas. Sem clareza sobre quem és, qualquer objetivo pode parecer vazio ou gerar frustração. Quando te conheces, consegues definir limites saudáveis, fazer escolhas alinhadas com os teus valores e construir relações mais conscientes.

No coaching neurolinguístico, trabalhamos três pilares que se reforçam mutuamente:

1.    Autoconhecimento: a bússola que orienta as tuas escolhas.

2.     Autoestima: a base para relações saudáveis e decisões seguras.

3.     Objetivos: transformar intenção em ação.

E há um fio condutor que atravessa tudo: o autocuidado. Não é luxo nem capricho. É a prática que sustenta a tua energia, a tua presença e o teu equilíbrio físico, mental e emocional. Sem ele, até os melhores planos perdem força.

Quando enfrentas um diagnóstico como o cancro da mama, esta verdade torna-se ainda mais evidente: não controlamos tudo à nossa volta, mas podemos escolher como cuidamos de nós. É esse cuidado interior que dá força para lidar com tratamentos, mudanças físicas e emocionais, e para manter viva a sensação de identidade – aquela certeza de que, apesar de tudo, ainda és tu.

Exercícios práticos para começares hoje

  • Autoconhecimento: Faz uma lista das tuas 5 principais prioridades e pergunta: “Estas escolhas refletem quem eu sou ou quem esperam que eu seja?”

  • Autoestima: Cria um mantra diário, como “Eu sou suficiente e mereço cuidar de mim”, e repete-o todas as manhãs.

  • Autocuidado: Agenda no teu calendário um momento semanal só para ti – pode ser uma caminhada, uma sessão de meditação ou simplesmente ouvir música que te faz sorrir.

Antes de tentares mudar algo fora de ti, pergunta: “O que posso fazer hoje para cuidar do meu mundo interior?” Essa é a verdadeira raiz da transformação.

Autoconhecimento: a bússola que aponta para dentro

O caminho do autoconhecimento raramente é linear. Pede tempo, paciência e coragem. E embora seja pessoal, não tem de ser solitário: caminhar com apoio acelera a consciência e torna as escolhas mais leves.

Autoconhecimento não é apenas “olhar para dentro”: é distinguir o que é teu do que é expectativa alheia e ganhar autonomia. É aprender a dizer “isto sou eu” sem medo de desapontar os outros.

Vou dar-te um exemplo: durante anos, hesitei na hora de escolher roupa. Cresci a ouvir a minha mãe dizer-me o que devia vestir e, mesmo casada, pedia sempre a opinião do meu marido. Quando tomei consciência desta situação, percebi que não sabia realmente do que gostava. Houve um momento em que decidi:  “tenho de ser eu a escolher”. Passei a ir às compras sozinha, a simplificar (“é só roupa”) e a confiar no meu gosto. Hoje, aceito ouvir opiniões, mas a decisão é minha. Pode parecer banal, mas é libertador - um passo gigante para quem viveu anos a seguir padrões externos.

Exercício

  • Escreve três coisas que fizeste hoje porque realmente querias – não para agradar alguém.

  • Na próxima decisão simples, pergunta: “O que eu quero?” e segue essa resposta.

Autoconhecimento e alfabetização emocional

Autoconhecimento também é alfabetização emocional: dar nome ao que sentes e entender o que cada emoção te quer comunicar. Quando percebes esta mensagem, deixas de lutar contra ti e passas a cooperar com o teu mundo interno.

Foi aqui que mais falhei: cuidava do corpo, mas pouco da mente, dos pensamentos, do diálogo interno, das emoções. O cancro ensinou-me a olhar para dentro e a perguntar: “O que é que eu quero para mim?”. Assumi tantos pesos que não eram meus só para que a vida dos outros ficasse melhor. Hoje, já penso de forma diferente. Aprendi que, quando a vida nos coloca diante de um desafio como o cancro da mama, não basta tratar do corpo: é preciso cuidar da mente e da alma para recuperar força e identidade.

Exercícios práticos para começares hoje

  • Dá nome às emoções: Quando sentires algo intenso, para e pergunta: “O que estou a sentir? Raiva? Medo? Tristeza? Alegria?” Nomear é o primeiro passo para compreender.

  • Diálogo interno consciente: Substitui frases como “Não consigo” por “Estou a aprender a lidar com isto.” Pequenas mudanças criam grandes impactos.

  • Escuta ativa de ti: Reserva 5 minutos para fechar os olhos e perguntar: “O que preciso agora?” Escreve a resposta sem censura.

Hoje, escolhe uma emoção que tens sentido com frequência e escreve o que ela te quer dizer. Quando lhe dás voz, ela deixa de te dominar.

Autoestima: amor-próprio sem perfeição

Gostar de ti não é egoísmo; é respeito. Quando reconheces o teu valor, deixas de precisar de te impor e deixas de aceitar desrespeito. Autoestima não significa perfeição - é aceitar  forças e fragilidades e escolher crescer a partir daí.

Pensa nisto: passas 24 horas por dia contigo. Como seria se tratasses essa relação como a mais importante da tua vida? Conhecer-te, estimar-te e cuidar do que dizes a ti própria é um ato de amor.

Um exemplo simples: já reparaste como falas contigo quando algo corre mal? Se a tua voz interna é dura, experimenta trocar “Sou um desastre” por “Estou a aprender”. Essa mudança parece pequena, mas transforma a forma como te vês.

A autoestima no cancro da mama

Gostar de mim tornou-se mais desafiante quando me vi diferente. Quando enfrentei o cancro e fiquei careca, percebi como pequenos gestos podem ter um impacto gigante na autoestima. A forma como me apresentava mudava a energia com que entrava no dia. Por isso, fazia questão de ir bem arranjada e maquilhada para os tratamentos - não por vaidade, mas para relembrar quem sou.

Usei cabeleira fora de casa e lenços em casa. Muitas vezes pensei: “Será que está direita?”, “Será que se percebe que é cabeleira?”. E então vieram elogios genuínos ao “novo look”, sem saberem que era cabeleira – e esses comentários fortaleceram-me.

Recordo um episódio na Lion of Porches, no Vasco da Gama: o senhor brasileiro que me atendeu elogiou o corte e a cor do meu “cabelo”, dizendo que me assentava lindamente. A gentileza dele tocou-me; não imaginou o impacto que teve. Às vezes, algo que não é nosso passa a fazer parte de nós – e pode cuidar de nós.

A fase sem cabelo e a fase de crescimento foram especialmente duras; sentia-me menos feminina. Mesmo sabendo que voltaria a crescer, ver-me sem ele doeu. Depois dos tratamentos, o meu corpo não voltou a ser o de antes – e eu também já não sou exatamente a mesma. É como aprender a reconhecer, acolher e gostar deste “novo eu”, com ternura e paciência.

E foi desse exercício de aceitação que nasceu também a gratidão: para chegar a este “novo eu”, o meu corpo sustentou-me em cada etapa. Reconheço o heroísmo do meu corpo. Foram 1 ano e 10 meses de tratamento intensivo: quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Por isso, hoje acredito: o meu corpo merece que eu o ame e merece todos os mimos que eu lhe possa dar.

Claro que há consequências: dores osteoarticulares, dias de rigidez e outros mais leves. Mas cada dor lembra-me que sobrevivi – e isso é motivo para cuidar ainda mais de mim.

A tua autoestima

Exercício para ti

Diante de um espelho (idealmente de corpo inteiro), olha nos teus olhos e diz cinco coisas que amas em ti: físicas, emocionais, comportamentais ou espirituais. Pode parecer estranho ao início, mas é transformador: quando te olhas com verdade, a crítica perde espaço e o reconhecimento abre caminho.

Reflete também: Que frase gostarias de ouvir todos os dias ao acordar?

Escreve-a, lê-a em voz baixa e deixa que te acompanhe hoje.

Sugestão extra: Cria um “frasco da autoestima”: todos os dias, escreve num papel algo que gostas em ti e coloca-o lá dentro. Quando precisares de força, abre e lê.

Objetivos com propósito - do desejo ao plano que acontece

Saber o que queres é o primeiro passo para viver com propósito. Mas transformar intenção em ação pede clareza, foco, consistência e motivação. Pode ser concluir os tratamentos com sucesso, criar uma rotina de autocuidado ou simplesmente viver com mais leveza. Tudo começa com uma decisão consciente e um plano alinhado com os teus valores.

Muitas pessoas sabem o que não querem; poucas sabem o que querem e, menos ainda, como lá chegar. No coaching neurolinguístico, clarificamos desejos, desmontamos crenças e traduzimos intenções em etapas concretas. E sim, objetivos também podem ser pragmáticos: “definir a minha rotina de autocuidado” ou “reforçar a minha autonomia nas compras”.

Os Registos de Conquistas no cancro da mama

Quando enfrentas um diagnóstico como o cancro da mama, ter objetivos claros ajuda a manter o sentido e a esperança. Cada passo deixa de ser apenas movimento e passa a ser progresso com significado – regista-o nos teus Registos de Conquistas e vê a evolução ganhar forma.

Eu fazia sempre isso: registava as minhas conquistas na agenda – o fim de um ciclo de tratamentos, a cirurgia ter corrido bem, o fim da radioterapia ... e tudo o que ia conseguindo alcançar. Quando chegava esse dia especial, desenhava um sorriso na página. Era a minha forma de celebrar cada vitória, por mais pequena que fosse.

Cada sorriso desenhado era um lembrete silencioso: mesmo nos dias mais difíceis, há sempre algo para celebrar.

Sugestão: Cada vez que alcançares algo, escreve nos teus Registos de Conquistas e celebra – nem que seja com um emoji ou um desenho.

Reflete sobre o que queres para ti

O que queres da tua vida neste momento - e o que estás disposta a fazer para o alcançar? Escolhe uma ação pequena para as próximas 24 horas e regista-a. Às vezes, começar é tão simples como dizer: “Hoje, vou cuidar de mim.”

Autocuidado: a força invisível que sustenta tudo

Autocuidado é muito mais do que um gesto estético: é a base que te mantém firme quando tudo à volta parece desmoronar. É ele que alimenta a tua energia, protege o teu equilíbrio emocional e devolve clareza para enfrentar desafios. Sem esta prática, até a esperança se torna frágil.

Em fases sensíveis, como no cancro da mama, o autocuidado deixa de ser opcional e passa a ser vital. No início da quimioterapia, dei por mim desleixada, até que pensei: “Já que estou careca e a fazer tratamentos tão agressivos, ao menos que me apresente bem”. Escolhi estar confortável e arranjada, mesmo em casa – tudo a combinar. Esse gesto simples mudou a forma como eu me sentia. Era como dizer a mim mesma: “Ainda sou eu.”

Exemplo prático: Escolhe uma peça de roupa que te faça sentir bem e usa-a hoje, mesmo que não saias de casa. É um lembrete silencioso do teu valor.

Autocuidado é só aparência?

Autocuidado não é só aparência; é também gentileza no diálogo interno.

Substitui a autocrítica por frases de suporte, como:

  • “Hoje fiz o melhor possível”

  • “Posso tentar de outra forma amanhã”.

Fala contigo como falarias com uma amiga: reconhece esforço, dá-te margem, ajusta expectativas.

O coaching neurolinguístico e a experiência com o cancro ensinaram-me a olhar para mim com mais consciência: a valorizar-me, a estimar-me, a trabalhar a minha linguagem interna e a acolher as minhas emoções sem medo. Tem sido duro, mas não há metamorfose sem dor.

E há também uma herança familiar que me inspira. Venho de uma família em que as mulheres sempre fizeram questão de estar bem arranjadas. A minha tia, com 89 anos, anda sempre impecável, vai ao cabeleireiro duas vezes por semana e mantém mãos e os pés cuidados. A minha mãe, com 77 anos, é igual. A minha irmã também era assim. Esse exemplo reforça em mim a ideia de que cuidar de nós não é vaidade; é respeito e amor-próprio.

Autocuidado: como podes começar hoje?

Olha para ti com gentileza. Escolhe um gesto simples:

  • Arranja o cabelo.

  • Veste algo que te faça sentir bem.

  • Escreve uma frase que gostarias de ouvir todos os dias.

Lê-a em voz baixa e deixa que te acompanhe. Porque autocuidado não é sobre perfeição; é sobre lembrar quem és.

13 Dicas práticas de autocuidado - gestos que mudam tudo

É fácil deixar estes cuidados para segundo plano: colocamos outras tarefas à frente, usamos a desculpa da falta de tempo ou pensamos “não me apetece”. Mas a verdade é simples: só terás energia para cuidar dos outros, se cuidares de ti.

A tua rotina de autocuidado

1. Respira e faz uma pausa consciente

Dois minutos podem mudar o teu dia. Para, respira fundo e alonga. Cria uma rotina diária de 5 a 10 minutos para exercícios simples e atenção plena. Estes momentos devolvem clareza e reduzem tensão. Exemplo: Coloca um alarme no telemóvel para te lembrar de parar e respirar.

2. Mexe o corpo todos os dias

Não precisas de grandes planos: uma caminhada já faz diferença. Durante os tratamentos, fiz ginástica funcional e, mais tarde, ginásio com PT para trabalhar a parte cardiovascular. Hoje, comprometi-me com 30 minutos duas vezes por semana. Para mim, foi uma conquista – e para ti também pode ser.

3. Faz uma alimentação equilibrada

Escolhe refeições simples, coloridas e nutritivas. Prefiro grelhados, sopa sempre presente e pratos práticos com a ajuda do meu robô de cozinha. Durante a quimioterapia, só me sabia bem fruta – e comi muita! Consulta de nutrição pode ser uma boa aliada, especialmente no início do tratamento.   

4. Dorme com qualidade

Sono é saúde. Antes do diagnóstico, dormia 4 a 5 horas e estava exausta. Hoje, criei um ritual para desacelerar e desligar ecrãs. Descobri que descansar é tão importante como qualquer tratamento.

5. Reserva tempo para ti

Agenda 15 minutos diários para algo que te dá prazer: ler, ouvir música, meditar. Durante os tratamentos, aplicava uma regra simples: se saía de manhã, à tarde ficava em casa. Pequenos momentos fora de casa ajudavam-me a manter energia e ânimo.

6. Cuida do corpo e do rosto com carinho

Limpeza, hidratação, proteção solar e pequenos gestos que dizem: “Eu importo”. Durante a radioterapia, aplicava pomadas várias vezes ao dia com rigor. Estes cuidados não são vaidade; são respeito pelo corpo que te sustenta. Agenda estes cuidados como compromissos contigo mesma.

7. Veste-te com intenção

A roupa não é só estética; é energia. Escolhe peças que te façam sentir bem. Durante a fase sem cabelo, usava cabeleira fora e lenços em casa. Estar arranjada ajudava-me a enfrentar os dias mais difíceis com mais confiança.

8. Mantém-te hidratada

Não esperes pela sede. Cria hábitos simples: anda sempre uma garrafa de água. No inverno, podes ter também chá quente e, no verão, águas aromatizadas. Hidratação é cuidado invisível que faz diferença.  

9. Faz uma pausa digital

Define limites para notificações e períodos offline. Durante o tratamento, aproveitei para trabalhar no meu negócio digital ao meu ritmo, respeitando os horários do meu corpo. O silêncio é reparador.

10. Fala contigo com gentileza

Troca a autocrítica por frases que te apoiem: “Hoje, fiz o que estava ao meu alcance”, “Escolho cuidar de mim com amor e respeito”. Esta mudança foi essencial na minha recuperação. Regista pequenas vitórias nos teus Registos de Conquistas – transforma reconhecimento em hábito.

11. Procura apoio emocional

Felizmente, sempre tive muito apoio da família e dos amigos – e isso fez toda a diferença. Conversar com alguém de confiança ou participar em grupos de apoio ajuda a aliviar a carga emocional e a sentir que não estás sozinha.

12. Cultiva momentos de gratidão

Tenho por hábito agradecer o meu dia: procuro o que foi bom, desde as coisas mais simples às mais complexas. Experimenta escrever três coisas pelas quais te sentes grata. Este exercício simples muda o foco da dor para a esperança e reforça a tua força interior.

13. Mantém os cuidados preventivos

Cumpre exames e consultas recomendadas, mesmo depois dos tratamentos. Autocuidado também é prevenção – é cuidar do teu futuro. A recuperação é um processo partilhado: os profissionais de saúde são fundamentais, mas tu és parte ativa. O teu envolvimento faz toda a diferença para manter qualidade de vida e bem-estar.

Em fases sensíveis, reduz exigência e aumenta cuidado. Porque cuidar de ti é o primeiro passo para recuperar força e esperança.

Evoluir com Propósito: o teu próximo passo

Depois de tudo o que partilhámos, talvez estejas a perguntar: “Como posso aplicar isto na minha vida de forma consistente?” É aqui que entra o programa Evoluir com Propósito – um espaço seguro e estruturado para transformar intenção em ação.

Este programa foi desenhado para te ajudar a:

  • Ganhar clareza sobre quem és e o que valorizas.

  • Reforçar a tua autoestima e criar hábitos de autorrespeito.

  • Definir objetivos com propósito e planos realistas.

  • Integrar rotinas simples de autocuidado no dia a dia.

  • Manter consistência e celebrar conquistas com acompanhamento dedicado.

Não é apenas sobre mudar hábitos; é sobre reconstruir a relação contigo, para que possas viver com mais leveza, confiança e sentido.

O que vais encontrar:

  • Sessões online, individuais e confidenciais.

  • Ferramentas práticas para aplicar no dia a dia.

  • Apoio dedicado para manter motivação e progresso.

Imagina ter um espaço onde cada dúvida encontra resposta, cada conquista é celebrada e cada passo é acompanhado. É isso que este programa oferece: direção, clareza e suporte.

Se sentes que é hora de cuidar mais de ti, ganhar clareza e viver com direção, agenda uma sessão comigo.

Ainda sou eu - e tu também podes ser

Quando enfrentas um diagnóstico como o cancro da mama, parece que tudo muda: o corpo, a rotina, os planos. Mas há algo que permanece – a tua essência. Ainda és tu.

E é por isso que cada gesto de autocuidado, cada palavra de gentileza no teu diálogo interno e cada objetivo com propósito são tão importantes: são sementes para reconstruir a tua força e a tua identidade.

Não esperes pelo momento perfeito – ele começa agora, contigo.

Escolhe um passo simples:

  • Respirar fundo e fazer uma pausa.

  • Escrever uma frase que te inspire.

  • Arranjar o cabelo ou vestir algo que te faça sentir bem.

  • Agradecer pelo dia.

  • Fazer aquele exame que andas a adiar.

Porque evoluir não é sobre pressa; é sobre presença. É sobre lembrar quem és, mesmo quando tudo à volta parece diferente.

O futuro que desejas começa na decisão que tomas hoje. E essa decisão pode ser tão simples como dizer: “Vou cuidar de mim, porque mereço.”

O cancro pode mudar muita coisa, mas não muda quem és. Cuida de ti, porque a tua essência é a tua maior força.

Quando cuidas do teu mundo interior, nenhum desafio te rouba a tua essência. Ainda és tu – e isso é a tua maior vitória.

Nota: Este conteúdo não substitui acompanhamento médico ou psicológico e reflete uma experiência pessoal de desenvolvimento e autocuidado.

FAQ - Esclarece as tuas dúvidas

  • Autocuidado no cancro da mama é muito mais do que aparência: envolve práticas físicas, emocionais e mentais que ajudam a manter equilíbrio, identidade e força ao longo do processo. É escolher gestos que nutrem corpo, mente e alma.

  • Não. O autocuidado não substitui tratamentos médicos. Ele complementa o acompanhamento clínico, apoiando o bem-estar emocional e a qualidade de vida durante e após os tratamentos.

  • Pode ser um apoio complementar, focado em autoconhecimento, autoestima e definição de objetivos, sempre respeitando os limites clínicos e as orientações médicas.

  • Começa com passos simples: respirar conscientemente, escrever uma frase que te inspire, arranjar o cabelo ou agradecer pelo dia. Pequenos gestos criam grandes mudanças quando feitos com intenção.

E tu, o que pensas sobre isto?

Fica bem. Com carinho.

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