Do cuidar ao crescer: porquê escolher o Coaching Neurolinguístico
Nesta partilha, abro-te a porta do meu caminho e do que descobri quando juntei Programação Neurolinguística (PNL) e Coaching. Que este texto seja para ti um ponto de partida: inspiração, clareza e direção para o que vem a seguir.
A minha história: da saúde ao desenvolvimento pessoal
Em 2001, iniciei a minha carreira na área da saúde como Técnica Superior de Diagnóstico e Terapêutica - Análises Clínicas. Durante anos, cuidei de outras pessoas com dedicação e profissionalismo. Até que, um dia, percebi que também eu precisava de cuidar de mim e crescer noutros sentidos.
Em 2019, dei um novo passo: fundei a Health UP, focada em formação e consultoria em saúde – uma mudança de rota com muito propósito. Em 2020, aproximei-me da PNL com um curso introdutório. A ligação foi imediata: parecia, finalmente, ter encontrado respostas para perguntas antigas. Foi o verdadeiro ponto de partida.
Três anos depois, enquanto concluía a formação seguinte, recebi o diagnóstico de cancro da mama. Escolhi continuar, passo a passo, até chegar ao Coaching Neurolinguístico. Digo sem hesitar: a PNL e o cancro foram dois aceleradores da minha transformação. A formação exigiu de mim emocional, intelectual e fisicamente num período delicado; o cancro foi - e tem sido - um verdadeiro mestre.
Hoje, a minha missão vai além da saúde. No margarete.pt, acolho quem quer evoluir com consciência, independentemente da profissão ou contexto, focando-me no desenvolvimento pessoal e humano.
O que é Coaching Neurolinguístico (PNL + Coaching)
Para mim, o Coaching Neurolinguístico é a união de duas metodologias que mudaram a minha vida e impulsionaram o meu desenvolvimento pessoal: PNL e Coaching.
PNL ensinou-me a compreender como penso, sinto e ajo - e que é possível reprogramar padrões para resultados mais alinhados com quem sou.
Coaching trouxe uma abordagem humana e prática, que respeita o ritmo, valoriza a história, reconhece recursos e acredita no potencial.
Gosto de pensar na PNL como bússola interna (orienta-te por dentro) e no Coaching como mapa (ajuda-te a traçar rotas e avançar com clareza). É esta integração que sustenta o meu programa “Evoluir com Propósito”.
Coaching: o processo e o papel de quem decide crescer
O coaching é uma viagem de descoberta, crescimento e desenvolvimento pessoal. É colaboração entre coach (profissional) e coachee (cliente), lado a lado, para parar, refletir e decidir alinhada com quem és e com o que queres viver. É autoconhecimento, objetivos e ação.
O coaching é uma parceria que visa ajudar o coachee a encontrar as suas próprias respostas. Porque é muito mais provável que alguém se envolva e se comprometa com soluções que criou por si.
“Há uma predisposição consciente para aceitarmos sugestões externas, mas o inconsciente tende a resistir à sua implementação.”
Gosto da etimologia de coach: vem de Kocs, cidade húngara conhecida pelas carruagens inovadoras. Daí a metáfora: o coaching é como um coche especial – um veículo que te leva do ponto onde estás ao ponto onde queres chegar.
O salto para o século XX
No século XX, o termo coach estava associado ao desporto. O coach desportivo dizia ao atleta o que fazer, monitorizava o seu desempenho e dava feedback. Mas tudo mudou em 1974 com o livro “The Inner Game of Tennis”, de Timothy Gallwey.
Gallwey introduziu o conceito de “Jogo Interior” – o maior desafio do atleta não era o adversário, mas os seus próprios pensamentos, medos e crenças limitadoras.
“Sou o meu pior inimigo. Normalmente, sou eu que me derroto a mim mesmo.”
Segundo Gallwey, não é o mundo exterior que define os nossos resultados, mas sim o jogo que jogamos internamente – o que acontece cá dentro: a nossa atitude, a fé em nós mesmos, a capacidade de lidar com erros, pressão, atenção e concentração.
O coaching passou, então, a focar-se no desenvolvimento interno, na superação de bloqueios, no fortalecimento da autoconfiança e no desenvolvimento pessoal dos atletas.
A chegada ao mundo empresarial
Na década de 90, o coaching entrou no mundo corporativo. John Whitmore desenvolveu o conceito de Executive Coaching e apresentou a metodologia GROW no seu livro “Coaching for Performance”. O coaching passou a ser reconhecido como uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento de líderes, equipas e para o desenvolvimento pessoal no contexto profissional.
PNL: mente, linguagem e comportamento a teu favor
A PNL explora a ligação entre mente, linguagem e comportamento - como pensas, como comunicas (contigo e com os outros) e como ages -, potenciando o desenvolvimento pessoal através da mudança de padrões e da reprogramação de crenças.
De forma prática, a PNL vê o cérebro como um sistema de programas (padrões de pensamento e comportamento) instalados ao longo da vida.
A boa notícia? Podemos atualizar esses programas para que sirvam o que escolhes viver.
Muitas vezes repetimos padrões não porque o mundo não mude, mas porque ainda não mudámos a resposta. A mudança acontece quando respondemos de forma diferente ao que nos limitava.
O papel do coach: 6 ideias-chave
Quero mostrar‑te, de forma clara, o que faz um coach durante um processo. O objetivo é que sintas o coaching como um espaço seguro e prático, onde perguntas certas e presença genuína transformam intenção em ação.
1. As respostas estão em ti
Cada pessoa tem dentro de si as respostas para as suas próprias questões. O meu papel é abrir caminho para que as encontres com segurança e sem pressa, honrando a tua forma de pensar e sentir.
2. Especialista no processo, não na tua vida
O coach pratica escuta ativa, faz perguntas que geram clareza e ajuda a desbloquear caminhos e decisões. Eu trago método, perguntas e estrutura; tu trazes contexto, escolhas e a coragem de decidir.
3. Potencial e possibilidade
O coaching é a arte de desenvolver potencial e acreditar que o futuro não tem de ser igual a repetir o passado. Quando te aproximas do que é possível, o passado deixa de ser guião e passa a ser bagagem que te serve.
4. Coragem e abertura
Há sempre espaço para novas decisões, a partir de agora. Mesmo pequenos passos contam – começam no agora e ampliam opções que ontem não estavam disponíveis.
5. Recursos internos
Cada pessoa tem os recursos necessários para produzir os resultados que deseja. Se algum recurso não estiver acessível, trabalhamos para ativá-lo ou aprender estratégias que o tornem disponível.
6. Foco no que queres
O coachee não tem problemas; tem soluções por encontrar. O foco está no desejado, acompanhado de ação e evidências sensoriais de mudança. A atenção orientada para o desejado cria energia e direção – e o plano traduz-se em ações observáveis.
Estas ideias não são slogans; são práticas vivas que transformam intenção em ação. Quando levas este enquadramento contigo, cada sessão torna‑se um passo concreto no caminho que escolheste - com mais autonomia, confiança e direção.
Seis pilares para um processo de coaching eficaz
Os pilares que sustentam um bom processo de coaching garantem clareza, segurança e progresso. São princípios simples, mas essenciais, que organizam a parceria entre coach e coachee e mantêm o trabalho alinhado com o teu objetivo - do primeiro encontro às mudanças que vês no mundo real.
1. Clareza e intenção
Objetivos claros definem a estrutura e a duração do processo, tornando mais fácil medir progresso e resultados. Traduzimos a intenção em indicadores observáveis (“o que será diferente quando ...”), combinando critérios de sucesso que permitem ajustar a rota com agilidade.
2. O processo é do coachee
A mudança nasce das competências do próprio coachee. O coach facilita, mas não conduz. Entre sessões, o compromisso materializa-se em ações escolhidas por ti; eu ajudo a organizar método e a criar um ambiente onde a tua responsabilidade se transforma em movimento.
3. Presença e escuta ativa
Há presença sem julgamento e uma escuta genuína – não apenas do que é dito, mas também do que está para lá das palavras. Trabalho em três camadas de escuta (conteúdo, emoção e padrão) e uso silêncio e perguntas como ferramentas para emergirem novas perspetivas.
4. Ética e profissionalismo
O coaching é uma atividade profissional séria, sustentada por formação certificada e integridade. Atuo segundo código de ética reconhecidos, recorro a supervisão quando necessário e invisto em formação contínua para assegurar rigor e segurança.
5. Confiança e confidencialidade
Tudo o que é partilhado é confidencial (salvo risco/atividade criminal). A confiança constrói-se com alinhamento desde o início: como registamos notas, o que fica dentro/fora das sessões e consentimento explícito se houver gravações ou pedidos de feedback a terceiros.
6. Limites e relação profissional
A relação de coaching é profissional, não pessoal. Há empatia e proximidade – sem confusão de papéis. Estes limites protegem o processo: garantem neutralidade, rigor e responsabilidade. Na prática, traduzem-se em regras claras sobre contacto fora das sessões, gestão de expectativas, confidencialidade, prevenção de conflitos de interesse e ausência de relações paralelas (negócios, favores, troca de presentes). Sou calorosa e presente, mas a minha lealdade é ao objetivo e ao método: assim preservamos um espaço seguro onde perguntas certas e ações concretas te ajudam a avançar com consistência.
Quando estes seis pilares estão presentes, o coaching deixa de ser apenas uma conversa inspiradora e passa a ser um compromisso com resultados: foco, presença, ética, confiança, limites saudáveis e ação.
Limites do Coaching Neurolinguístico: o que não é coaching
Mentoria, aconselhamento, terapia, ensino e consultoria não são coaching. A existência de limites claros preserva a identidade do coaching: um espaço de autodescoberta, responsabilidade e mudança real.
Mentoria
Na mentoria, alguém com mais experiência partilha o que aprendeu e oferece aconselhamento direto. O mentor sugere caminhos com base no seu percurso.
No coaching, a direção nasce de ti: o coach não transfere respostas; facilita perguntas e cria espaço para escolhas e decisões.
Exemplo:
Mentoria: “Faz A antes de B”.
Coaching: “O que queres? Para quê? Como vais agir?”
Aconselhamento
O aconselhamento apresenta opiniões e recomendações externas.
O coaching trabalha autonomia: ajuda-te a pensar melhor para decidir melhor.
Na prática, trocamos “deves fazer ...” por “o que é importante para ti agora?” e “que passos concretos te aproximam disso?”
Terapia
A terapia centra-se em sintomas e saúde mental, podendo envolver avaliação clínica, diagnóstico e tratamento.
O coaching é gerativo: foca-se em objetivos, aprendizagens e ação daqui para a frente.
Não substitui terapia nem atua onde é necessária intervenção clínica.
Compromisso: quando emergem sinais que pedem cuidado especializado, o caminho responsável é referenciar a profissionais de saúde – preservando-se a ética e o bem-estar.
Ensino e Formação
No ensino/formação, o foco está em conteúdos transmitidos.
O coaching parte do princípio de que tu és a especialista na tua vida; o coach não ensina, facilita a tua forma de aprender de dentro para fora.
Diferença útil:
Formação: “Este é o método.”
Coaching: “Que método funciona para ti e como o vais pôr a mexer já?”
Consultoria
A consultoria analisa sistemas e apresenta soluções que o consultor pode implementar.
No coaching, o foco é pessoal: clarificas o que queres e como vais agir; o coach não diagnostica a tua organização nem faz o projeto por ti.
Resultado esperado: escolhas conscientes, passos observáveis e responsabilidade sobre o que decides construir.
Porque estas fronteiras valorizam o coaching
Limites claros preservam a identidade do coaching: um espaço de autodescoberta, responsabilidade e mudança real.
Quando sabes o que o coaching não faz, tornas-te mais livre para usar o que ele faz melhor: pensar com clareza, decidir com intenção e agir com consistência – no teu tempo e com o teu ritmo.
O coaching não é sobre dar respostas prontas; é sobre abrir espaço para que encontres as tuas. Ao compreender estas fronteiras, ganhas confiança no processo e no teu poder de escolha.
Tipos de Coaching: onde encaixa cada abordagem
O coaching não é “tamanho único”. Existem modalidades pensadas para necessidades diferentes e momentos da tua vida ou carreira. Aqui tens um mapa breve para perceberes quando cada abordagem faz mais sentido:
Personal Coaching
Orienta o teu crescimento pessoal e bem‑estar integral.
Quando usar:
Alinhar valores, hábitos e prioridades
Criar limites saudáveis
Definir rotinas de autocuidado
Reorganizar finanças pessoais
Resultados: Coerência entre o que pensas, sentes e fazes, e maior leveza emocional.
Business Coaching
Apoia resultados de negócio e equipas, mantendo criatividade, competitividade e sustentabilidade.
Quando usar:
Clarificar proposta de valor
Priorizar iniciativas
Melhorar reuniões e processos
Resultados: Métricas claras, decisões mais rápidas e cadência operacional consistente.
Executive Coaching
Trabalha individualmente com líderes para fortalecer a capacidade de comunicação, liderança, gestão de tempo e negociação.
Quando usar:
Novos cargos ou expansão de responsabilidades
Necessidade de presença executiva mais consistente
Resultados: Objetivos atingidos, feedback 360° favorável e uma agenda com mais tempo de qualidade.
Team Coaching
Foca a performance coletiva, alinhando pessoa, equipa e organização.
Quando usar:
Silos, baixa coordenação ou conflitos recorrentes
Resultados: Menor duplicação de trabalho, mais transparência e compromissos assumidos por todos.
Auto Coaching
Prática de aplicares a ti própria ferramentas de coaching para manter autonomia e autorreflexão entre sessões.
Sugestões:
Ritual matinal de foco
Planeamento de três micro ações semanais
Revisão dos teus Registos de Conquistas.
Coaching Informal (Atitude de Coach)
Leva competências de coaching para conversas do quotidiano - na liderança, educação ou formação.
Como funciona:
Em vez de dar respostas, fazes perguntas que abrem espaço para ideias e responsabilidade partilhada.
Resultados: Ambiente mais curioso, colaborativo e orientado ao crescimento.
Em suma, cada modalidade responde a um momento único da tua vida ou carreira. O importante é escolher a abordagem que te aproxima do que desejas viver. O coaching é flexível, mas o compromisso é teu: evoluir com propósito, no teu ritmo e com clareza.
Conclusão: um convite à tua evolução
O Coaching Neurolinguístico não é apenas uma técnica; é uma experiência transformadora que une ciência e humanidade, promovendo o desenvolvimento pessoal. É sobre clareza para pensar, coragem para decidir e consistência para agir. Se sentes que é tempo de evoluir com propósito e investir no teu desenvolvimento pessoal, dá o primeiro passo: agenda uma sessão de esclarecimento e descobre como esta viagem pode mudar a tua forma de viver e liderar.
Explora o programa “Evoluir com Propósito” e começa hoje a construir o futuro que desejas.
FAQ - Esclarece as tuas dúvidas
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Não. O Coaching Neurolinguístico centra-se no desenvolvimento pessoal, na definição de objetivos e na promoção de ações concretas para o futuro. Não aborda questões clínicas nem substitui acompanhamento terapêutico ou psicológico. Se identificares necessidade de apoio clínico, deves procurar um profissional de saúde mental.
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A duração do processo de coaching varia consoante os objetivos definidos e as necessidades individuais. Normalmente, cada processo é estruturado com sessões regulares e uma duração ajustada ao ritmo e evolução do coachee. O mais importante é que haja clareza sobre o ponto de partida, as metas e o momento de conclusão.
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O coach facilita o processo, faz perguntas poderosas e cria um espaço seguro para reflexão e tomada de decisão. O foco está em ajudar o coachee a encontrar as suas próprias soluções e potenciar o seu desenvolvimento pessoal.
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Não é obrigatório ter um objetivo totalmente definido. O processo de coaching pode ajudar-te a clarificar intenções, identificar metas e traçar um plano de ação alinhado com o que desejas alcançar.
E tu, o que pensas sobre isto?
Fica bem. Com carinho.