Tudo o Que Precisas de Saber sobre o Coaching

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🎧 Este artigo pode ser lido ou ouvido. Se preferires escutar o conteúdo, encontrarás a versão áudio no final da página, logo após a secção FAQ – Esclarece as tuas questões.

 

O coaching é alguém a dizer-te o que deves fazer ou a dar-te conselhos para resolveres a tua vida?

Se esta pergunta surgiu na tua cabeça, digo-te que é normal.

- Porquê? Perguntas tu.

Porque o ser humano está habituado a procurar respostas com especialistas, em livros e na partilha de opiniões com outras pessoas. Tudo isso é genuíno. E há explicação!

Olha,

No coaching, a abordagem é como uma parceria, entre duas pessoas. Tu e a coach.

A coach acompanha o teu percurso. Tu és acompanhada.

A coach é especialista no processo. Tu vais mudar com o processo.

A coach apresenta e organiza questões. Tu tomas melhores decisões com essas questões.

Na realidade, começas a olhar com outros olhos para situações que já viveste e que continuas a não perceber. Aquelas decisões que vais adiando, as conversas que evitas, a sensação de “não saberes por onde começar” começam a ter menos importância.

Já alguma vez te questionaste sobre:

  • A vontade que tens de cuidar de ti, mas nunca o fizeste?

  • O cansaço diário sem explicação, que teimas em ignorar?

  • Um momento exigente, em que ficaste sem chão?

Com o coaching,

  • Sabes o que é importante para ti;

  • Tomas as tuas decisões com confiança;

  • Conheces-te melhor;

  • Percebes para onde queres ir.

Quando és tu a encontrar as respostas, o teu compromisso muda.

"Há uma predisposição consciente para aceitarmos sugestões externas, mas o inconsciente tende a resistir à sua implementação."
— Stephen Gilligan

Significa que até podes concordar com um conselho, mas se não veio de ti, é muito mais difícil aceitá-lo.  

O coaching dá-te esse apoio. Ajuda-te a desbloquear e passar à ação.

E por que o nome “coaching”?

A história é curiosa.

“Coach” vem de Kocs, uma cidade húngara conhecida pelas suas carruagens inovadoras, mais confortáveis e eficientes para a época. Com o tempo, o nome passou a designar o próprio veículo.

O coaching funciona como esse “coche”.

Não és tu quem o empurra, mas também não és uma passageira a passeio. Estás dentro do coche a trabalhar para que ele ande. Fazes parte do processo, estás envolvida e consciente do percurso. E aos poucos, vais viajando para chegares a um lugar onde:

  • Tu estás em primeiro;

  • Dizes o que pensas sem medos;

  • Sentes uma maior ligação ao teu corpo.

Não porque alguém te disse como fazer, mas porque foste tu que construíste esse caminho.

Como é que o coaching chegou até aqui?

Durante muito tempo, a palavra “coach” estava ligada quase exclusivamente ao desporto.

A razão era o coach dizer ao atleta o que fazer, corrigir e acompanhar o desempenho.

Em 1974, tudo mudou. Timothy Gallwey publica The Inner Game of Tennis e apresenta uma ideia poderosa. O maior adversário não está do outro lado. Está cá dentro. Nos pensamentos, nas dúvidas, na pressão e nas crenças.

"Sou o meu pior inimigo. Normalmente, sou eu que me derroto a mim mesmo."
— Timothy Gallwey

Bom, isto não acontece só no desporto.

Imagina-te quando:

  • Sabes o que queres dizer numa reunião, mas ficas em silêncio;

  • Sabes que tens capacidade para mais, mas duvidas de ti;

  • Tens a decisão tomada, mas adias em comunicá-la;

  • Sentes que precisas de descansar, mas continuas numa correria;

  • Queres reagir de forma diferente, mas sentes-te bloqueada.

És a prova da ideia de Timothy.

"Não é só o que acontece fora que define os resultados."
— Timothy Gallwey

O teu interior importa.  

  • Como pensas?

  • Como acreditas em ti?

  • Como lidas com as falhas?

  • Como respondes à pressão?

E quando passou para o mundo das empresas?

Nos anos 90, o coaching entra no contexto profissional. E rapidamente fez sentido. Os desafios eram os mesmos, mas num cenário diferente. Pressão, decisões difíceis, conflitos, exigências.

John Whitmore foi um dos grandes responsáveis por esta transição, com o conceito de Executive Coaching. No seu livro Coaching for Performance, apresenta o modelo GROW, uma forma simples de estruturar pensamento e ação:

  • Onde estás?

  • Para onde queres ir?

  • Que opções tens?

  • O que vais fazer a seguir?

A partir desta altura, o coaching transformou-se numa ferramenta prática para o dia a dia.

Como é que um processo de coaching funciona?

É comum pensar-se que o coaching é só uma conversa solta.

Não é.

Há um caminho bem traçado, que começa com duas perguntas:

  1. Onde estás?

  2. Para onde queres ir?

Parece simples, mas raramente é assim tão claro. No dia a dia, até nem te apercebes. Resolves o que aparece. Ajustas aqui, adaptas ali. Nem paras para perceber como estás, o que estás a evitar e o que já não faz sentido manter na tua vida.

No coaching isso é visível.

  1. Olhas para o presente;

  2. Defines o futuro;

  3. Partes para a ação, com pequenas decisões como:

  • Marcar aquele exame que tens vindo a adiar há semanas;

  • Dizer “não” em situações em que dizias “sim”;

  • Começar um hábito, mesmo imperfeito;

  • Parar e ouvir o corpo, em vez de o ignorar.

"Para tirar o melhor das pessoas, temos de acreditar que o melhor está lá dentro. O coaching consiste em libertar o potencial de uma pessoa, ajudando-a a aprender em vez de a ensinar."
— John Whitmore

“Mas vou ter de falar sobre mim?”

Sim.

Mas eu estou contigo para te acompanhar.

As perguntas não são para satisfazer a curiosidade da coach. São as tuas perguntas!

Não há julgamentos.

És livre para falar de tudo aquilo de que geralmente tens medo.

Vais perceber o que está a acontecer contigo.

"Sabes porque é que as perguntas chateiam? Porque te obrigam a uma de três coisas: não responder, mentir ou dizer a verdade."
— Martim Mariano

E é quando escolhes dizer a verdade a ti própria que tudo tem início. Isso muda a forma como voltas à tua vida no dia seguinte. Deixas de pensar no que devias fazer e começas a fazer.

Ferramentas de coaching que te ajudam na forma como pensas, sentes e ages

Visualização: treinar a mente para os bons resultados

A visualização é uma ferramenta poderosa que te permite treinar, por dentro, aquilo que queres viver por fora. O cérebro responde às imagens internas como se a experiência estivesse mesmo a acontecer. Quando visualizas algo, estás a preparar o sistema nervoso para agir como queres, quando o momento chegar, em vez de seres dominada pelas emoções. Tudo isto é treino. Acredita!

Como usar a visualização no dia a dia

Imagina que amanhã vais ter uma reunião com uma colega que te interrompe o discurso continuamente.

Como treino, segue estes passos:

  1. Prepara o corpo

    Apoia os pés no chão. Mantém a coluna alinhada. Relaxa os ombros. Mantém o peito aberto.

  2. Cria uma imagem mental

    Imagina a sala de reuniões, a luz, a distância entre vocês. Quanto mais concreto, melhor. Treina a tua postura.

  3. Define como queres estar

    Escolhe duas ou três palavras que te orientem. Por exemplo: calma, confiança, respeito.

  4. Treina o que vais dizer

    “Quero partilhar uma coisa contigo: sabes, quando estou a falar e alguém fala ao mesmo tempo para mim, eu perco a linha de raciocínio. Quando eu estiver a falar, podes esperar que eu termine para depois tu responderes?”

  5. Prepara a resposta para uma reação difícil

    Respiras, manténs a tua posição corporal e voltas ao que importa.

  6. Termina com algo concreto

    Um acordo simples, como um gesto para pedir a palavra, por exemplo.

Outro exemplo:

Imagina uma pessoa em tratamento médico, a procurar a forma de lidar com os medos do dia a dia, no hospital. A visualização do dia é um passo muito importante.

  • Ver-se a fazer uma caminhada curta ao início do dia;

  • Imaginar-se a entrar no consultório mais calma;

  • Antecipar um momento difícil, mas estar presente, em vez de o evitar;

  • Receber boas notícias e celebrar.

Âncoras

As âncoras são associações que o teu cérebro cria automaticamente.

Um cheiro. Uma música. Uma palavra.

O coaching, aplica as âncoras de forma propositada. São criados “atalhos internos” que te transmitem calma, confiança, foco e energia.

Como usar âncoras para regular emoções

Imagina que tens uma apresentação importante. Podes criar uma âncora da seguinte forma:

  1. Recorda um momento em que te sentiste confiante;

  2. Revive-o ao pormenor;

  3. No auge da sensação, faz um gesto específico (algo que não uses no dia a dia);

  4. Se repetires isto algumas vezes, esse gesto começa a ativar o estado de confiança para quando o precisares.

Já imaginaste alguém a entrar num hospital e o corpo a ficar tenso automaticamente?

Este é um exemplo onde as âncoras funcionam na perfeição.

Associar um gesto a um estado de calma, antes de uma consulta.

Usar esse gesto na sala de espera, para regular o corpo.

Tão simples e tão transformador.  

Modelagem

Outra técnica muito usada em PNL é a modelagem.

A ideia é olhar para o que já funciona, em ti ou nos outros, e perceber como podes aplicar isso na tua realidade. Em vez de forçares a mudança, aprendes com o que já existe.

Como aplicar a modelagem no teu dia a dia

Pensa numa pessoa que comunica com segurança. Em vez de pensares “queria ser assim”, pergunta:

  • Como fala?

  • Como usa o corpo?

  • Como organiza o pensamento.

Depois traz esses elementos para ti e adapta à tua realidade.

Pensa numa pessoa, qualquer que seja, que atravessa um momento difícil, com muita calma.

A modelagem:

  • Identifica o que essa pessoa faz no dia a dia (rotina, escolhas, forma de pensar);

  • Dá-te ferramentas que podes trazer para a tua realidade;

  • Ajuda-te a testar pequenas mudanças. Por exemplo:

    • “O que é que esta pessoa faz num dia normal que eu posso aplicar no meu dia?”

    • “Como é que responde, quando não tem vontade de o fazer?”

Aos poucos, vais criando a tua maneira de agir.

Uma ideia importante

Estas técnicas são práticas.

Quando começas a usá-las, vais ver as mudanças a acontecer e deixas de reagir automaticamente:

  • Ganhas espaço antes de responder;

  • Tomas decisões com segurança;

  • Cumpres aquilo que te propões.

E isto é para ti?

Quando me perguntam “para quem é o coaching?”, eu respondo que não é para todos.

O coaching é para quem está disposto a envolver-se no seu próprio processo.

Para quem sente que já não quer continuar em piloto automático e está disponível para fazer alguma coisa diferente.

É para quem está pronto para olhar para dentro, mesmo que isso traga desconforto.

Para quem percebe que há coisas a mudar e decide não continuar a ignorá-las.

Isso exige coragem:

  • Para dizer coisas que normalmente guardavas;

  • Para admitir que aquilo que estás a fazer já não chega;

  • Para largar formas de estar que sabes que já não fazem sentido.

No teu dia a dia, isso começa por coisas muito simples:

  • Ouvires o teu corpo em vez de o levares até ao limite;

  • Fazeres pequenas mudanças de hábitos;

  • Atravessares um momento difícil sem te esconderes.

O coaching dá-te espaço e acompanhamento para encontrares e pores em prática o teu caminho.

O ritmo é teu.

Sei que há momentos em que estás mais disponível e outros menos, e por isso, eu pergunto-te:

Sentes-te livre para começares a tua mudança?

Se a resposta é “sim”, mesmo com dúvidas, estás no lugar certo para começar.

Como podes começar este caminho

Existem várias formas de eu trabalhar contigo, conforme o teu momento.

Podes estar numa fase em que queres mudar hábitos e tornar os teus dias mais seguros. Podes estar a passar por um momento exigente, como um luto, uma doença, uma mudança inesperada.

E para isso tens disponíveis os programas de grupo ou o acompanhamento individual que podes consultar na página Escreve a Tua História.

São programas adaptados a ti, com resultados visíveis.  

 Por isso,

  • Se sentes que passas os dias a resolver problemas dos outros e te esqueces de ti;

  • Se procuras definir os teus objetivos pessoais ou profissionais;

  • Se queres tomar decisões com mais confiança e menos dúvidas;

  • Se desejas deixar de adiar mudanças importantes na tua vida;

  • Se ambicionas cumprir as promessas que fazes a ti mesma;

  • Se queres sentir que estás a avançar, em vez de permanecer no mesmo lugar;

  • Se queres acordar com mais energia para enfrentar o dia;

  • Se desejas entrar numa consulta com mais tranquilidade;

  • E, acima de tudo, se não queres carregar tudo isso sozinha.

Clica em Escreve a Tua História e conhece o programa.

Trabalho três áreas que te ajudam a compreender melhor os teus pensamentos, emoções e comportamentos:

  1. Programação Neurolinguística (PNL): para mudares padrões de comportamento.

  2. Neurociência Comportamental e Cognitiva: para perceberes por que fazes o que fazes.

  3. Inteligência Emocional: para gerires melhor as tuas emoções e relações.

O importante é notares as diferenças no teu dia a dia.

  • Acordas e encaras do dia com satisfação;

  • Pensas e resolves com tranquilidade;

  • Tomas decisões com convicção;

  • Cumpres os objetivos que definiste;

  • Sentes-te mais presente.

Não porque tudo mudou à tua volta. Mas sim porque tu decidiste mudar!

Por isso,

Se sentes que este pode ser o teu momento, mas ainda tens dúvidas, marca uma reunião de 30 minutos, comigo.

Bibliografia

  • Gallwey, T. (2022). O Jogo Interior do Ténis. (3.ª edição). Kathartika.

  • Mariano, M. (2022, 16 março). Já ouviste falar em escrita persuasiva? Martim Mariano.

  • Whitmore, J. (2017). Coaching for Performance. The Principles and Practice of Coaching and Leadership. (5.ª edição). John Murray Press.

FAQ – Esclarece as tuas questões

 

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Margarete Cardoso
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