Tudo o Que Precisas de Saber sobre o Coaching
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🎧 Este artigo pode ser lido ou ouvido. Se preferires escutar o conteúdo, encontrarás a versão áudio no final da página, logo após a secção FAQ – Esclarece as tuas questões.
O coaching é alguém a dizer-te o que deves fazer ou a dar-te conselhos para resolveres a tua vida?
Se esta pergunta surgiu na tua cabeça, digo-te que é normal.
- Porquê? Perguntas tu.
Porque o ser humano está habituado a procurar respostas com especialistas, em livros e na partilha de opiniões com outras pessoas. Tudo isso é genuíno. E há explicação!
Olha,
No coaching, a abordagem é como uma parceria, entre duas pessoas. Tu e a coach.
A coach acompanha o teu percurso. Tu és acompanhada.
A coach é especialista no processo. Tu vais mudar com o processo.
A coach apresenta e organiza questões. Tu tomas melhores decisões com essas questões.
Na realidade, começas a olhar com outros olhos para situações que já viveste e que continuas a não perceber. Aquelas decisões que vais adiando, as conversas que evitas, a sensação de “não saberes por onde começar” começam a ter menos importância.
Já alguma vez te questionaste sobre:
A vontade que tens de cuidar de ti, mas nunca o fizeste?
O cansaço diário sem explicação, que teimas em ignorar?
Um momento exigente, em que ficaste sem chão?
Com o coaching,
Sabes o que é importante para ti;
Tomas as tuas decisões com confiança;
Conheces-te melhor;
Percebes para onde queres ir.
Quando és tu a encontrar as respostas, o teu compromisso muda.
"Há uma predisposição consciente para aceitarmos sugestões externas, mas o inconsciente tende a resistir à sua implementação."
Significa que até podes concordar com um conselho, mas se não veio de ti, é muito mais difícil aceitá-lo.
O coaching dá-te esse apoio. Ajuda-te a desbloquear e passar à ação.
E por que o nome “coaching”?
A história é curiosa.
“Coach” vem de Kocs, uma cidade húngara conhecida pelas suas carruagens inovadoras, mais confortáveis e eficientes para a época. Com o tempo, o nome passou a designar o próprio veículo.
O coaching funciona como esse “coche”.
Não és tu quem o empurra, mas também não és uma passageira a passeio. Estás dentro do coche a trabalhar para que ele ande. Fazes parte do processo, estás envolvida e consciente do percurso. E aos poucos, vais viajando para chegares a um lugar onde:
Tu estás em primeiro;
Dizes o que pensas sem medos;
Sentes uma maior ligação ao teu corpo.
Não porque alguém te disse como fazer, mas porque foste tu que construíste esse caminho.
Como é que o coaching chegou até aqui?
Durante muito tempo, a palavra “coach” estava ligada quase exclusivamente ao desporto.
A razão era o coach dizer ao atleta o que fazer, corrigir e acompanhar o desempenho.
Em 1974, tudo mudou. Timothy Gallwey publica The Inner Game of Tennis e apresenta uma ideia poderosa. O maior adversário não está do outro lado. Está cá dentro. Nos pensamentos, nas dúvidas, na pressão e nas crenças.
"Sou o meu pior inimigo. Normalmente, sou eu que me derroto a mim mesmo."
Bom, isto não acontece só no desporto.
Imagina-te quando:
Sabes o que queres dizer numa reunião, mas ficas em silêncio;
Sabes que tens capacidade para mais, mas duvidas de ti;
Tens a decisão tomada, mas adias em comunicá-la;
Sentes que precisas de descansar, mas continuas numa correria;
Queres reagir de forma diferente, mas sentes-te bloqueada.
És a prova da ideia de Timothy.
"Não é só o que acontece fora que define os resultados."
O teu interior importa.
Como pensas?
Como acreditas em ti?
Como lidas com as falhas?
Como respondes à pressão?
E quando passou para o mundo das empresas?
Nos anos 90, o coaching entra no contexto profissional. E rapidamente fez sentido. Os desafios eram os mesmos, mas num cenário diferente. Pressão, decisões difíceis, conflitos, exigências.
John Whitmore foi um dos grandes responsáveis por esta transição, com o conceito de Executive Coaching. No seu livro Coaching for Performance, apresenta o modelo GROW, uma forma simples de estruturar pensamento e ação:
Onde estás?
Para onde queres ir?
Que opções tens?
O que vais fazer a seguir?
A partir desta altura, o coaching transformou-se numa ferramenta prática para o dia a dia.
Como é que um processo de coaching funciona?
É comum pensar-se que o coaching é só uma conversa solta.
Não é.
Há um caminho bem traçado, que começa com duas perguntas:
Onde estás?
Para onde queres ir?
Parece simples, mas raramente é assim tão claro. No dia a dia, até nem te apercebes. Resolves o que aparece. Ajustas aqui, adaptas ali. Nem paras para perceber como estás, o que estás a evitar e o que já não faz sentido manter na tua vida.
No coaching isso é visível.
Olhas para o presente;
Defines o futuro;
Partes para a ação, com pequenas decisões como:
Marcar aquele exame que tens vindo a adiar há semanas;
Dizer “não” em situações em que dizias “sim”;
Começar um hábito, mesmo imperfeito;
Parar e ouvir o corpo, em vez de o ignorar.
"Para tirar o melhor das pessoas, temos de acreditar que o melhor está lá dentro. O coaching consiste em libertar o potencial de uma pessoa, ajudando-a a aprender em vez de a ensinar."
“Mas vou ter de falar sobre mim?”
Sim.
Mas eu estou contigo para te acompanhar.
As perguntas não são para satisfazer a curiosidade da coach. São as tuas perguntas!
Não há julgamentos.
És livre para falar de tudo aquilo de que geralmente tens medo.
Vais perceber o que está a acontecer contigo.
"Sabes porque é que as perguntas chateiam? Porque te obrigam a uma de três coisas: não responder, mentir ou dizer a verdade."
E é quando escolhes dizer a verdade a ti própria que tudo tem início. Isso muda a forma como voltas à tua vida no dia seguinte. Deixas de pensar no que devias fazer e começas a fazer.
Ferramentas de coaching que te ajudam na forma como pensas, sentes e ages
Visualização: treinar a mente para os bons resultados
A visualização é uma ferramenta poderosa que te permite treinar, por dentro, aquilo que queres viver por fora. O cérebro responde às imagens internas como se a experiência estivesse mesmo a acontecer. Quando visualizas algo, estás a preparar o sistema nervoso para agir como queres, quando o momento chegar, em vez de seres dominada pelas emoções. Tudo isto é treino. Acredita!
Como usar a visualização no dia a dia
Imagina que amanhã vais ter uma reunião com uma colega que te interrompe o discurso continuamente.
Como treino, segue estes passos:
Prepara o corpo
Apoia os pés no chão. Mantém a coluna alinhada. Relaxa os ombros. Mantém o peito aberto.
Cria uma imagem mental
Imagina a sala de reuniões, a luz, a distância entre vocês. Quanto mais concreto, melhor. Treina a tua postura.
Define como queres estar
Escolhe duas ou três palavras que te orientem. Por exemplo: calma, confiança, respeito.
Treina o que vais dizer
“Quero partilhar uma coisa contigo: sabes, quando estou a falar e alguém fala ao mesmo tempo para mim, eu perco a linha de raciocínio. Quando eu estiver a falar, podes esperar que eu termine para depois tu responderes?”
Prepara a resposta para uma reação difícil
Respiras, manténs a tua posição corporal e voltas ao que importa.
Termina com algo concreto
Um acordo simples, como um gesto para pedir a palavra, por exemplo.
Outro exemplo:
Imagina uma pessoa em tratamento médico, a procurar a forma de lidar com os medos do dia a dia, no hospital. A visualização do dia é um passo muito importante.
Ver-se a fazer uma caminhada curta ao início do dia;
Imaginar-se a entrar no consultório mais calma;
Antecipar um momento difícil, mas estar presente, em vez de o evitar;
Receber boas notícias e celebrar.
Âncoras
As âncoras são associações que o teu cérebro cria automaticamente.
Um cheiro. Uma música. Uma palavra.
O coaching, aplica as âncoras de forma propositada. São criados “atalhos internos” que te transmitem calma, confiança, foco e energia.
Como usar âncoras para regular emoções
Imagina que tens uma apresentação importante. Podes criar uma âncora da seguinte forma:
Recorda um momento em que te sentiste confiante;
Revive-o ao pormenor;
No auge da sensação, faz um gesto específico (algo que não uses no dia a dia);
Se repetires isto algumas vezes, esse gesto começa a ativar o estado de confiança para quando o precisares.
Já imaginaste alguém a entrar num hospital e o corpo a ficar tenso automaticamente?
Este é um exemplo onde as âncoras funcionam na perfeição.
Associar um gesto a um estado de calma, antes de uma consulta.
Usar esse gesto na sala de espera, para regular o corpo.
Tão simples e tão transformador.
Modelagem
Outra técnica muito usada em PNL é a modelagem.
A ideia é olhar para o que já funciona, em ti ou nos outros, e perceber como podes aplicar isso na tua realidade. Em vez de forçares a mudança, aprendes com o que já existe.
Como aplicar a modelagem no teu dia a dia
Pensa numa pessoa que comunica com segurança. Em vez de pensares “queria ser assim”, pergunta:
Como fala?
Como usa o corpo?
Como organiza o pensamento.
Depois traz esses elementos para ti e adapta à tua realidade.
Pensa numa pessoa, qualquer que seja, que atravessa um momento difícil, com muita calma.
A modelagem:
Identifica o que essa pessoa faz no dia a dia (rotina, escolhas, forma de pensar);
Dá-te ferramentas que podes trazer para a tua realidade;
Ajuda-te a testar pequenas mudanças. Por exemplo:
“O que é que esta pessoa faz num dia normal que eu posso aplicar no meu dia?”
“Como é que responde, quando não tem vontade de o fazer?”
Aos poucos, vais criando a tua maneira de agir.
Uma ideia importante
Estas técnicas são práticas.
Quando começas a usá-las, vais ver as mudanças a acontecer e deixas de reagir automaticamente:
Ganhas espaço antes de responder;
Tomas decisões com segurança;
Cumpres aquilo que te propões.
E isto é para ti?
Quando me perguntam “para quem é o coaching?”, eu respondo que não é para todos.
O coaching é para quem está disposto a envolver-se no seu próprio processo.
Para quem sente que já não quer continuar em piloto automático e está disponível para fazer alguma coisa diferente.
É para quem está pronto para olhar para dentro, mesmo que isso traga desconforto.
Para quem percebe que há coisas a mudar e decide não continuar a ignorá-las.
Isso exige coragem:
Para dizer coisas que normalmente guardavas;
Para admitir que aquilo que estás a fazer já não chega;
Para largar formas de estar que sabes que já não fazem sentido.
No teu dia a dia, isso começa por coisas muito simples:
Ouvires o teu corpo em vez de o levares até ao limite;
Fazeres pequenas mudanças de hábitos;
Atravessares um momento difícil sem te esconderes.
O coaching dá-te espaço e acompanhamento para encontrares e pores em prática o teu caminho.
O ritmo é teu.
Sei que há momentos em que estás mais disponível e outros menos, e por isso, eu pergunto-te:
Sentes-te livre para começares a tua mudança?
Se a resposta é “sim”, mesmo com dúvidas, estás no lugar certo para começar.
Como podes começar este caminho
Existem várias formas de eu trabalhar contigo, conforme o teu momento.
Podes estar numa fase em que queres mudar hábitos e tornar os teus dias mais seguros. Podes estar a passar por um momento exigente, como um luto, uma doença, uma mudança inesperada.
E para isso tens disponíveis os programas de grupo ou o acompanhamento individual que podes consultar na página Escreve a Tua História.
São programas adaptados a ti, com resultados visíveis.
Por isso,
Se sentes que passas os dias a resolver problemas dos outros e te esqueces de ti;
Se procuras definir os teus objetivos pessoais ou profissionais;
Se queres tomar decisões com mais confiança e menos dúvidas;
Se desejas deixar de adiar mudanças importantes na tua vida;
Se ambicionas cumprir as promessas que fazes a ti mesma;
Se queres sentir que estás a avançar, em vez de permanecer no mesmo lugar;
Se queres acordar com mais energia para enfrentar o dia;
Se desejas entrar numa consulta com mais tranquilidade;
E, acima de tudo, se não queres carregar tudo isso sozinha.
Clica em Escreve a Tua História e conhece o programa.
Trabalho três áreas que te ajudam a compreender melhor os teus pensamentos, emoções e comportamentos:
Programação Neurolinguística (PNL): para mudares padrões de comportamento.
Neurociência Comportamental e Cognitiva: para perceberes por que fazes o que fazes.
Inteligência Emocional: para gerires melhor as tuas emoções e relações.
O importante é notares as diferenças no teu dia a dia.
Acordas e encaras do dia com satisfação;
Pensas e resolves com tranquilidade;
Tomas decisões com convicção;
Cumpres os objetivos que definiste;
Sentes-te mais presente.
Não porque tudo mudou à tua volta. Mas sim porque tu decidiste mudar!
Por isso,
Se sentes que este pode ser o teu momento, mas ainda tens dúvidas, marca uma reunião de 30 minutos, comigo.
Bibliografia
Gallwey, T. (2022). O Jogo Interior do Ténis. (3.ª edição). Kathartika.
Mariano, M. (2022, 16 março). Já ouviste falar em escrita persuasiva? Martim Mariano.
Whitmore, J. (2017). Coaching for Performance. The Principles and Practice of Coaching and Leadership. (5.ª edição). John Murray Press.
FAQ – Esclarece as tuas questões
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Não. O coaching não te dá respostas prontas. Dá-te ferramentas para que conheças a tua realidade, melhor do que ninguém. O coaching utiliza perguntas e reflexões como: “O que queres realmente? Para quê? E o que estás disposto a fazer com isso?”, “Clarifica os teus objetivos”, “Compreende a tua situação atual”, “Encontra as tuas próprias respostas e soluções”.
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Não. A terapia trabalha a saúde mental, sintomas e intervenção clínica. O coaching foca-se no presente e no que queres construir para ti, a partir desse momento. O coaching complementa uma terapia.
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Não no sentido tradicional. O objetivo não é dizer-te o que fazer. É ajudar-te a pensar com mais facilidade para tomares as melhores decisões.
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Não precisas de ter tudo definido para começares. Ao longo do programa, através de perguntas e reflexões, vais perceber o que é importante para ti. Identificar o que já não faz sentido, manter e descobrir o próximo passo, para avançares com confiança.
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Sim. Funciona para quem está disponível para envolver-se ativamente no processo. Observar-se, experimentar novas perspetivas e praticar com regularidade. O coaching não é indicado para quem procura respostas imediatas ou mudanças rápidas.
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A duração do programa de coaching varia consoante os objetivos definidos e as necessidades individuais. Normalmente, cada programa é estruturado com sessões regulares e uma duração ajustada ao ritmo e à evolução do coachee. O mais importante é que haja objetivos definidos em relação ao ponto de partida, às metas e ao momento de conclusão.